Sem resposta da gestão, educadores intensificam mobilização e avançam na construção da greve
- Junior - SEDIN

- há 8 horas
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Categoria cobra respostas concretas da Prefeitura e convoca paralisação, ato e assembleia para o dia 28 de abril
Falta de resposta do governo amplia mobilização da categoria
Após reunião realizada em 15 de abril de 2026 entre representantes da Coeduc (SINPEEM, SEDIN e SINESP) e integrantes da gestão municipal, os profissionais da rede municipal de ensino decidiram, em assembleia, intensificar a mobilização nas unidades educacionais e avançar na construção de uma greve por tempo indeterminado.
O encontro, que contou com a presença do secretário adjunto de Educação e representantes da Secretaria Municipal de Gestão, não apresentou qualquer resposta efetiva às reivindicações da categoria, protocoladas ainda em novembro de 2025 e reapresentadas neste ano.
A ausência de propostas concretas por parte do governo reforça a avaliação das entidades de que é necessário ampliar a pressão e fortalecer a organização coletiva.
Categoria fortalece organização nas escolas e diálogo com a população
A deliberação da assembleia aponta para a intensificação das ações em toda a rede, com foco no trabalho de conscientização dos profissionais da educação e da sociedade sobre a importância da luta.
A mobilização tem como eixo central a defesa da educação pública, estatal, gratuita e de qualidade socialmente referenciada, bem como a valorização dos profissionais da educação, incluindo docentes, gestores e o Quadro de Apoio.
28 de abril será decisivo: greve pode ser deflagrada
A categoria aprovou a realização de paralisação, manifestação e assembleia no dia 28 de abril, às 14h, em frente à Prefeitura de São Paulo.
Na data, serão definidos os próximos rumos do movimento. Caso o governo permaneça sem apresentar respostas concretas às reivindicações, a greve por tempo indeterminado poderá ser deflagrada.
Pauta de reivindicações segue sem atendimento
A pauta apresentada pelas entidades sindicais vai além da questão remuneratória e expressa as necessidades reais do cotidiano das escolas. Entre os principais pontos estão:
Reajuste salarial não inferior a 5,4%, com 10% de aumento real;
Incorporação dos abonos complementares aos vencimentos;
Melhores condições de trabalho nas unidades educacionais;
Investimentos urgentes em infraestrutura escolar;
Realização de concursos públicos e ampliação dos quadros;
Políticas efetivas de saúde física e mental para os trabalhadores;
Defesa da educação pública, com rejeição às privatizações e terceirizações;
Respeito às carreiras e aos direitos históricos da categoria.
Mesmo diante da gravidade das demandas, o governo limitou-se a informar que estuda cenários, sem apresentar qualquer proposta concreta até o momento.
Unidade e mobilização serão fundamentais
Diante do impasse, as entidades reforçam a importância da unidade da categoria e da ampliação da mobilização em cada unidade educacional.
A construção da greve se dá como instrumento legítimo de luta diante da ausência de negociação efetiva, reafirmando o compromisso dos profissionais com a defesa da educação pública e dos direitos da categoria.








































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