Transparência nos holerites, Exonerações e precarização das condições de trabalho, Concursos públicos e falta de convocação e Campanha salarial entra em fase decisiva(PARALISAÇÃO 09 DE ABRIL).
- Junior - SEDIN
- há 21 horas
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No dia 30 de março, educadores da rede municipal de São Paulo foram surpreendidos com a ausência de pagamentos que haviam sido sinalizados para este mês pela administração municipal. Segundo o posicionamento apresentado, o governo justificou o atraso afirmando que ainda não concluiu o levantamento de dados e o cálculo do impacto financeiro necessário para a liberação dos valores.
A situação gerou frustração entre profissionais que aguardavam a implementação de medidas anunciadas anteriormente, incluindo a aplicação de legislação amplamente divulgada nos últimos meses.
Transparência nos holerites e atuação do Tribunal de Contas
Outro ponto abordado foi a recente mudança nos holerites dos educadores, que passaram a apresentar as fontes pagadoras. A alteração não ocorreu por iniciativa voluntária da Prefeitura, mas sim por determinação do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, após solicitação da COEDUC, que reivindicou maior transparência na folha de pagamento da educação.
Exonerações e precarização das condições de trabalho
Publicações recentes no Diário Oficial também apontaram um número crescente de exonerações e distratos entre servidores da educação, especialmente no cargo de Assistente Técnico de Educação (ATE). De acordo com o relato, seis profissionais pediram exoneração e sete rescindiram seus contratos apenas em uma única publicação, o que reflete um processo recorrente.
A saída de servidores é atribuída às condições de trabalho consideradas insustentáveis após a redução do módulo de profissionais nas unidades, medida que, segundo os educadores, tem provocado sobrecarga e levado muitos trabalhadores a deixarem a rede municipal.
Concursos públicos e falta de convocação
Enquanto cresce o número de desligamentos, há críticas à ausência de convocação dos candidatos aprovados em concursos públicos para cargos como ATE e Professor de Educação Infantil (PEI). A demora na chamada dos aprovados tem sido apontada como fator que agrava a precarização das equipes nas unidades escolares.
Campanha salarial entra em fase decisiva
No âmbito da campanha salarial, representantes da categoria afirmam que o movimento se encontra em uma fase preparatória, com visitas às unidades escolares e diálogo direto com educadores para fortalecer a mobilização e esclarecer a importância das próximas ações coletivas.
A paralisação prevista para 📅 09 de abril, com assembleia geral, é tratada como uma etapa estratégica do processo de negociação com o governo municipal. A mobilização ocorrerá em frente à Prefeitura, no Viaduto do Chá, e deverá reunir profissionais de diferentes regiões da cidade.
Defesa da carreira e unidade da categoria
Entre as principais reivindicações está a defesa da carreira dos educadores e a abertura de diálogo sobre dispositivos legais que estruturam o plano de carreira da educação municipal. As entidades destacam que a mobilização não está vinculada a um único sindicato, mas à unidade dos trabalhadores da educação em torno de pautas comuns.
A orientação é para que os profissionais se organizem nas unidades, dialoguem com colegas e participem da paralisação, reforçando a pressão por valorização profissional, melhores condições de trabalho e respeito aos direitos da categoria. A convocação reforça o chamado para que, no dia 9 de abril, as atividades sejam suspensas e os educadores se concentrem em frente à Prefeitura para dar visibilidade às demandas da educação pública municipal.


